quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PR8 - Couto do Souto 10 10 2009

Carta Militar

Trilho do Couto de Souto, de âmbito histórico-cultural, é um percurso pedestre de pequena rota (PR) que apresenta uma extensão real de 9,5 km, com um tempo de duração de 4 horas e um grau de dificuldade médio. Desenvolve-se em áreas situadas na encosta sudeste do vale do Rio Homem, em que atravessa povoações rurais pertencentes às freguesias de Souto e Ribeira. Este traçado circular, com início e fim na freguesia de Souto, região que outrora foi conhecida por Couto e Vila de Souto, visita vestígios edificados pertencentes ao Couto atribuído por D. Afonso III, no ano de 1254, tendo-se extinguido no ano de 1836.Do valioso património cultural enredado neste trilho, faz-se referência à aldeia de St.ª Cruz, sendo o local que principia, com o milha XIV, os 30 km de via romana (Geira) que se alonga pela extensa área do concelho de Terras de Bouro.
Placa Informativa

Os caminheiros




Espigueiro





Souto foi entre os anos de 1254 e 1836, por foral de D. Afonso III, Vila gerida administrativamente independente, com seu próprio Couto e Julgado, onde ainda hoje podemos ver construções edificadas daquele tempo, sobressaindo a Igreja, recentemente recuperada, e as artísticas cruzes graníticas da Via Sacra.



MILHA XIV - «Esta milha situa-se pouco depois da portela montanhosa de Santa Cruz, na freguesia de Souto, onde se separam as águas dos rios Homem, para norte, e do Cávado, para sul. Os marcos relacionados com esta milha foram descobertos já no século XX, quando o antigo caminho de acesso à aldeia foi alargado com uma máquina.Contam-se quatro marcos intactos e outros três fragmentos. Do conjunto cinco conservam a inscrição e outros dois são anepígrafes. A milha XIV é referida nesses cinco. No entanto, é apenas possível datar quatro. Um deles é de Tito e Domiciano (79-81), datável do ano 80; outro de Caracala (198-217), datável do ano 214; um terceiro de Décio (249-251), datável do ano 250; e o quarto de Magnêncio (350-353).No quinto miliário, apesar de se reduzir a um fragmento, ainda se lê a inscrição a Bracara e a distância, sendo possível que tenha sido dedicado a Adriano.Esta série de marcos conserva-se no local exacto onde foram encontrados, no lado direito da estrada, para quem caminha de Bracara para Asturica.Do local da milha em diante grande parte do traçado da Geira encontra-se destruído numa extensão de 1462 metros por uma estrada de terra batida, a qual todavia coincide com o antigo percurso. Entre esta milha e a seguinte foi medida uma distância de 1633 metros.»















1 comentário:

António Castanheira disse...

Olá!

Magníficas paisagens!
Continuação de boas caminhadas.

Um abraço
António