Passagem no Curral da Espinheira

Os caminheiros mais novos (Xavier e Hugo)
Recuperar energias
Prado da Teixeira ao fundo

A Lagoa de Teixeira(invadida pelo lodo)

Deixando o prado para trás acaminho do Arado
Que foras tu ó monte antes de te crescer terra nas costas? quem fora a tua mãe que sem ninguém ver pariu-te em segredo? quem riscou o teu corpo e fez das tuas feridas caminhos a percorrer? ó monte, ó herói da guerra! que sepultas antepassados no chão fresco da tua imaginação! a ti oferecemos nossos pés cansados da partida, damos-te o sopro universal para continuares a crescer como um balão. queremos-te mais além do aquela cidade sequestrada por metais. Beija-nos o vento como uma mãe pegando em seu filho pela primeira vez. Tocamos a conga para abrir um buraco nos mistérios. E eis que os pássaros se riem do nossos inesgotáveis corpos. Da nossa paciência de espetar os cajados na terra dura. Porque nós, ó senhor do outro mundo, nós chegamos onde os pássaros não se arriscam. E olha que o Sol sabe disso!
Por estas bandas os corações são bússolas apontadas para o céu.
Se alguém se esquecer de nós, que nos procurem na próxima paragem. Mas não acordem a lua!